TRÊS TENDÊNCIAS FUNDAMENTAIS PARA OS VAREJISTAS QUE QUEREM SOBREVIVER

Grandes mudanças alteraram o setor, os grandes players reagem amparados pela tecnologia o que exige adaptações para manter-se no mercado

Atualmente, os consumidores procuram a melhor combinação de preço, rapidez de entrega, variedade de produtos, entre outros, por meio de uma ampla gama de canais de compras.
Os varejistas tradicionais devem esforçar-se para atender a essas expectativas, enquanto players maiores, como a Amazon e o Walmart têm respondido, utilizando tecnologia própria para reescrever as regras de fornecimento, atendimento e entrega de produtos.

Na última década, registraram-se grandes mudanças que remodelaram o ambiente varejista. Duas destas mudanças transformadoras foram o surgimento do omnichannel, com o seu conceito de ligação aos clientes de forma consistente através de diferentes canais, especialmente o canal do comércio eletrônico, disponibilizando assim sortimentos maiores e aumentando as vendas sem canibalizar a sua localização física; e as crescentes expectativas do consumidor.


Outras três mudanças foram: a mudança na fidelidade dos compradores, substituída pela comparação de preços e pesquisa de códigos de desconto; a sobrecarga de dados de todos os tipos sobre as preferências e características dos compradores; e o desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento eficiente, porém desconectada, com diferentes planos, objetivos e falta de conectividade entre equipes que não colaboram entre si.


Para os próximos 10 anos, identificam-se três tendências principais que permitirão aos varejistas viver e liderar a longo prazo:

1. O cliente vai continuar a ser rei

E não deve ser apenas uma boa frase, mas uma frase que seja transferida para todas as decisões estratégicas e operacionais, uma vez que as expectativas dos consumidores são incrivelmente elevadas. De acordo com a McKinsey, 83% deles prefeririam ter uma experiência personalizada de compras no varejo de alguma forma. Os varejistas precisam saber quando os compradores entram na loja, quem são e o que estão procurando. Devem ser preparados com ofertas e promoções atrativas para cada cliente. Eles precisam ter o produto certo, no lugar certo e no momento certo. Todo varejista precisa se concentrar no atendimento ao cliente no nível individual, assim como os grandes varejistas já oferecem ofertas ainda mais amplas, produtos personalizados, serviços especializados e opções flexíveis de coleta / entrega.

2) “Suficientemente bom” já não é suficiente

Até 2020, quase todos os varejistas estão aplicando algum software avançado para alcançar um nível robusto de desempenho na definição de sortimentos, gerenciamento de categorias, criação de plano de espaço e manutenção de gôndolas e armários abastecidos. Mas devem ir além do “suficientemente bom”, devem aumentar os seus investimentos em tecnologias inovadoras, incluindo Inteligência Artificial (IA), aprendizagem de máquinas, também chamado de Machine Learning (ML), ciência e análise de dados, para criar ofertas em larga escala e personalizadas, identificando ao mesmo tempo as barreiras logísticas para satisfazer essas ofertas e autocorrigindo a cadeia de abastecimento de forma autônoma. Este nível de desempenho é o novo resultado final, ou “suficientemente bom”, necessário para manter a liderança do varejo.

3. O cruzamento de dados internos e externos é o motor do sucesso

Se todos utilizarem os dados adequadamente, torna-se uma vantagem estratégica? O segredo é combinar dados internos sobre transações, comportamento dos compradores e preferências com uma série de dados de terceiros sobre as tendências da indústria, as influências das redes sociais, eventos locais, previsões meteorológicas e outros fatores que irão afetar a demanda. No futuro, IA, ML e a ciência dos dados alavancarão múltiplos fluxos de dados para fazer previsões extremamente precisas, definindo ofertas personalizadas ou localizadas que equilibrem o serviço com o custo da sua prestação.

Fonte: revistamundologistica.com.br

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